O ranking do grupo britânico Quacquarelli Symonds elegeu a Universidade de São Paulo como a melhor instuitição de ensino superior da América Latina. A USP recebeu nota máxima de acordo com os critérios de avaliação, que escolheu as 200 melhores universidades da região.
Além da USP, o Brasil possui mais oito representantes na lista. A Unicamp, Universidade Estadual de Campinas é a 3ª; já as Federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de São Paulo (Unifesp) aparecem respectivamente nas 8ª, 13ª, 14ª e 15ª posições.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) está na 16ª colocação, seguida pela Pontíficia Universidade Católica do Rio (PUC-RIO), que obteve a melhor colocação entre as particulares brasileiras. A Universidade de Brasília (UnB) é a última universidade pública brasileira a figurar no ranking, em 25º lugar.
O ranking leva em consideração a reputação acadêmica das universidades e dos profissionais que lá dão aula, artigos publicados no meio acadêmico, relevância das pesquisas na internet, além do tamanho da universidade e da quantidade de alunos.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
CONFIRA DICAS PARA SE DAR BEM EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO
A entrevista é a etapa decisiva para quem está procurando emprego. Por isso, é a mais temida dos candidatos. De acordo com especialistas, não há respostas prontas para as perguntas, pois vai depender do que a empresa busca no profissional, e isso inclui características não apenas técnicas, mas principalmente comportamentais. Há quatro meses procurando emprego, o analista de marketing Leonardo Marchetti já passou por seis entrevistas desde outubro do ano passado. Marchetti acha que muitas perguntas são subjetivas e causam dúvidas na hora de responder.
“Algumas como ‘Qual a posição você acha que mais adequada ao seu perfil, ‘Quais são seus pontos fortes e onde você enxerga chances de desenvolvimento’ e a clássica ‘O que você almeja para os próximos cinco anos’ eu não sei se respondo falando de mim, de coisas mais técnicas do trabalho ou de tudo junto”.

O analista de marketing Leonardo Marchetti passa boa parte do dia se cadastrando em sites de empregos (Foto: Arquivo pessoal)
Para Marchetti, muitas questões tentam desvendar a personalidade de um modo forçado. “Acredito que muita gente vai a entrevistas com respostas já pensadas, para falar aquilo que o recrutador está querendo escutar, e isso tira a chance de muitos que são até mais capazes na função, mas não têm esse jogo de cintura para respostas prontas.”

Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, acha que a entrevista ideal é aquela que pede para o candidato dar exemplos de como se comporta em certas situações. “Eu vou conseguir saber os pontos fortes e fracos através das perguntas sobre comportamento”, afirma.
Pereira Junior diz que não dá para escapar de clichês como criativo, dinâmico, ansioso, flexível nas respostas para perguntas que pedem para o candidato falar dele mesmo. Mas ele alerta que se optar por algumas dessas palavras, é recomendado citar uma situação em que uma dessas características predominou. “Até quando for falar que é ansioso cita o exemplo, isso pode ser visto como qualidade”, diz.
“Ao responder questões como "Onde você se vê em cinco anos ou dez anos", não pode dizer que quer ser dono de uma empresa. Por que a empresa vai contratar alguém que não quer ficar no emprego? Nem que quer ficar no mesmo lugar porque dá a ideia de ser estagnado”.
Sobre o motivo da saída do emprego anterior, Pereira Junior diz que não é preciso mentir, pode até falar de problema de relacionamento com o chefe, mas sem se aprofundar. E sobre o motivo de querer sair da empresa atual? “Pode dizer que não está mais aprendendo na função, que quer assumir mais responsabilidades e ter mais oportunidades de crescer”.
E se o recrutador perguntar o porquê de ter ficado muito tempo sem emprego, Pereira recomenda sinceridade na resposta. “Pode dizer que estudou, que viajou, que cuidou da empresa da família e que passou por algumas seleções que não deram certo”.
O gerente de projetos diz que o entrevistado tem o direito de perguntar se tiver dúvida. “Pode questionar, por exemplo, se o recrutador quer que ele aborde o aspecto pessoal ou profissional na resposta”, diz.
O G1 reuniu algumas perguntas que são comuns em entrevistas de emprego e pediu para o coach Roberto Recinella, para a gerente da prática de marketing da área de expertise da Hays Sales & Marketing da consultoria Hays Recruiting, Amanda Oliveira, e para Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com, darem orientações sobre as respostas. Veja abaixo.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FORTES?
Roberto Recinella: Fale a verdade e tenha exemplos de situações em que pôde usá-los. Lembre-se de que cada função exige um ponto forte, então se você está se candidatando ao posto de auxiliar de escritório, liderança não é um diferencial, já disciplina, sim. Não aja como “papagaio de pirata” tentando dizer o que o entrevistador quer ouvir.
Amanda Oliveira: Foque sua resposta em características profissionais e evite cair em clichês como liderança e trabalho em equipe. Diga sempre a verdade e cite como projetos realizados e situações para expor as características. Se você citar como ponto forte a capacidade de tomar decisões rápidas, conte alguma situação em que tinha um grave problema e que, com poucas informações e pouco tempo (sempre definindo e detalhando qual eram essas informações e tempo), você tomou determinada decisão. Importante contar como foi esse processo de tomada de decisão e os resultados.
Renato Grinberg: Seja objetivo e fale o que realmente acredita que você tem como qualidade. Alongar-se demais pode demonstrar um excesso de autoestima ou prepotência.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FRACOS?
Roberto Recinella: Diga a verdade e exemplifique reforçando quais ações que você está tomando para melhorar os pontos fracos. Por exemplo: não domino inglês, mas estou fazendo um curso X ou não sou formada, mas já estou cursando a faculdade Y, estou me aperfeiçoando na área de vendas fazendo um curso em gestão comercial.
Amanda Oliveira: Os exemplos devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os pontos fracos. Se citar como ponto fraco ser impaciente, conte uma situação em que isso ocorreu, os impactos negativos que foram causados, o que fez você tomar consciência dessa fragilidade e o que está fazendo para melhorar.
Renato Grinberg: Nesse caso, seja direto e sucinto – tudo que disser pode contar pontos negativos, mas não adianta esconder uma deficiência que mais cedo ou mais tarde aparecerá.
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QUAL É O SEU MAIOR DEFEITO?Roberto Recinella: Perfeccionista ou muito sincero não são defeitos. Já dificuldade em trabalhar em equipe, inflexibilidade, mau humor são defeitos. Todos têm defeitos, ter ciência de quais são e como lidamos com eles é o que faz a diferença.
Amanda Oliveira: Os exemplos a serem dados devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os defeitos.
Renato Grinberg: Clichês como “muito organizado ou perfeccionista” não pegam bem. Diga coisas que você acredita que tenha como defeitos, mas que não o atrapalhariam na contratação como ser ansioso, por exemplo.
FALE UM POUCO DE VOCÊ.
Roberto Recinella: Fale da sua experiência de vida, viagens, empregos e projetos anteriores. Caso tenha se destacado em alguma área fora da profissional, por exemplo, musical ou esportiva, pode citar.
Amanda Oliveira: Conte sua experiência de maneira resumida. Aqui é importante achar um ponto de equilíbrio entre ser prolixo e superficial. Descreva suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos, desafios e os porquês das mudanças. Não é necessário voltar até a época de faculdade, a não ser que seja questionado, que seja uma entrevista para o primeiro emprego ou um curso muito diferente de sua profissão.
Renato Grinberg: Seja generalista, não se aprofunde ou fale demais sobre você mesmo. Diga coisas leves e sempre positivas, mas seja sucinto.
ONDE VOCÊ SE VÊ DAQUI CINCO ANOS? E DAQUI DEZ ANOS?
Roberto Recinella: Resista a responder “em seu lugar ou CEO da empresa”. Prefira ser genérico, dizendo que espera ser uma pessoa feliz que enfrentou diversos desafios, fez diversos cursos, aprimorou sua formação e que através de suas competências e comprometimento conseguiu contribuir com os objetivos da empresa.
Amanda Oliveira: Seja realista e sincero, entenda a estrutura da empresa antes de dizer algo. Por exemplo: não é possível querer ser diretor em uma companhia que não possui o cargo. Faça uma autoavaliação e analise se suas pretensões são viáveis. Pode tanto falar de planos pessoais como profissionais, desde que sejam coerentes entre si. Por exemplo, não fale que quer crescer rápido profissionalmente, mas também ter qualidade de vida.
Renato Grinberg: Fale de possibilidades concretas em relação ao seu trabalho. Foque em o que você quer estar fazendo e não no tipo de cargo.
POR QUE VOCÊ QUER DEIXAR SUA EMPRESA ATUAL?
Roberto Recinella: Diga que deseja mudar de ramo porque não está satisfeito naquele em que está atuando ou que está à procura de novas oportunidades de crescimento, por exemplo. Nunca cite salário nem insatisfação com a chefia.
Amanda Oliveira: Tome cuidado para não expor pessoas e situações sem necessidade. Isso demonstra imaturidade. Foque mais na sua carreira, nos seus objetivos e como esse novo desafio pode ajudar a alcançá-los.
Renato Grinberg: Nunca fale mal das pessoas com quem trabalha ou do chefe. Isso pega mal. Se esse for o caso, diga que não está satisfeito com o ambiente do local em que está trabalhando e dê algum exemplo.
POR QUE VOCÊ SAIU DA EMPRESA?
Roberto Recinella: Fale que está em busca de novos desafios e que quer mudar de ramo de atuação.
Amanda Oliveira: Seja sempre coerente e analise sempre os dois lados da história: o seu e o da empresa que você deixou. O mais indicado é sempre focar nos seus objetivos de carreira, as mudanças devem estar alinhadas com eles.
Renato Grinberg: Tudo vai depender do motivo real da mudança e lembre-se, que se mentir, na hora de pedir referências suas, o entrevistador vai descobrir a verdade, mas não fale mal da empresa. Procure o melhor ângulo do que realmente aconteceu.
FALE DO SEU EMPREGO ANTERIOR.
Roberto Recinella: Fale de suas conquistas, dos bons momentos, dos desafios que enfrentaram juntos, dos bons colegas, tentando sempre exemplificar as conquistas com fatos e histórias.
Amanda Oliveira: Explique suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos e desafios.
Renato Grinberg: Não aproveite esse momento para desabafar. Falar que estava acumulando funções, que estava cansado de tantas atribuições, etc. Não fale mal da empresa ou do ex-chefe, foque nos pontos positivos da sua última experiência.
POR QUE HOUVE UMA LACUNA NO SEU EMPREGO ENTRE ESSE PERÍODO?
Roberto Recinella: Pode dizer que estava se aperfeiçoando, que precisou da pausa para criar seu filho, que cuidou de um familiar que estava doente, por exemplo, desde que as opções sejam verdade. Caso não, diga que está retornando ao mercado depois de um período de reflexão sobre o rumo que deveria dar à sua carreira ou que ainda não tinha encontrado o cargo que almejava compatível com suas competências.
Amanda Oliveira: Seja sincero, explique por que ficou fora do mercado por um tempo ou as dificuldades de se recolocar. Se ficou sem trabalhar para fazer cursos na área ou fora da área de atuação ou para viajar para outros países, pode dizer, pois muitas vezes esse tipo de atitude demonstra coragem e vontade de aprender e inovar. Deixe claro como tomou essa decisão e que isso fazia parte de um plano de carreira. Por exemplo, se deixou o emprego para viajar por um ano, importante dizer que tipo de conhecimento e experiência buscava e como isso poderia ser benéfico para sua carreira.
Renato Grinberg: Mesmo que por um motivo ou outro não foi possível conseguir trabalho nesse período, seja sincero, mas mostre que você usou esse tempo de uma maneira produtiva. Fez cursos, investiu em autoconhecimento, etc.
O QUE VOCÊ PODE OFERECER QUE OUTRO CANDIDATO NÃO PODE?
Roberto Recinella: Diga que não pode responder adequadamente, já que não conhece os demais candidatos, além disso, uma competência valorizada no mercado é justamente o trabalho em equipe. Você pode falar sobre as suas competências, mas nunca da falta delas nas outras pessoas.
Amanda Oliveira: Analise bem os pré-requisitos da posição e faça uma relação com seus pontos fortes, principalmente aqueles que já foram reconhecidos por gestores anteriores. Se você sabe que a posição busca alguém para gerenciar um grande projeto de reestruturação, conte uma experiência em que já liderou um projeto parecido, ou equipes em transformação, ou como fez parte de uma empresa que estava passando por uma grande mudança. Explique como foi essa experiência e quais ações suas agregaram positivamente.
Renato Grinberg: Essa pergunta tem a ver com autoconhecimento e conhecimento do cargo e empresa. Busque o que você tem de melhor para oferecer que seja relevante para aquele cargo/empresa.
CITE TRÊS COISAS QUE SEU EX-GERENTE QUERIA QUE VOCÊ MELHORASSE.
Roberto Recinella: Pode dizer algo do tipo: "O meu ex-gerente eu não sei, mas eu acho que devo melhorar..." Isso demonstra autoconhecimento e proatividade. Seja honesto e demonstre o que você está fazendo para melhorar as coisas citadas.
Amanda Oliveira: Diga a verdade, mas traga também exemplos de atitudes recentes para melhorar.
Renato Grinberg: Seja coerente com o que você acha que tem que melhorar, mas que obviamente não eliminariam você daquela função. Por exemplo, se a função é analista financeiro e você disser que tem dificuldades com números, não será contratado.
QUAL SEU OBJETIVO NA EMPRESA?
Roberto Recinella: Pode dizer que pretende se empenhar ao máximo, superar desafios e auxiliar a empresa a atingir os resultados desejados e, se for reconhecido, crescer conforme as oportunidades oferecidas.
Amanda Oliveira: Se seu objetivo é crescer profissionalmente, mencione como você imagina que essa posição pode lhe proporcionar conhecimento, exposição, desafios e, assim, alavancar seu crescimento.
Renato Grinberg: Fale que quer contribuir para o crescimento da empresa, sempre trabalhando em equipe e também aprender novas coisas, se desenvolver e evoluir profissionalmente.
POR QUE A NOSSA EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?
Roberto Recinella: Não fale que precisa aprender uma nova função, pois a empresa não é uma instituição de caridade ou uma escola. O melhor caminho é falar sobre seu comprometimento e citar situações em que você fez a diferença em cargos anteriores , os aprendizados e como deseja aplicá-los na empresa.
Renato Grinberg: Diga que está apto a atender às demandas e expectativas da empresa e dê alguns exemplos do que você acha que são essas expectativas.
QUAL O TIPO DE POSIÇÃO VOCÊ ACREDITA SER MAIS ADEQUADA AO SEU PERFIL?
Roberto Recinella: Diga que pode ser qualquer posição que possa fazer a diferença utilizando as competências da melhor forma. Cite resumidamente essas competências e em quais áreas elas seriam melhor utilizadas, como vendas, marketing , logística, administrativo, controladoria, etc. Aproveite a chance para recapitular e reforçar algumas de suas contribuições em empresas anteriores.
Renato Grinberg: Fale sobre liderança e motivação, mas não se esqueça de manter os pés no chão, tenha noção de quais as funções você pode desempenhar de acordo com sua experiência profissional.
O QUE VOCÊ ALMEJA NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL?
Roberto Recinella: Diga algo na linha: ser um profissional reconhecido pelas minhas habilidades em gerar resultados sem que para isso eu precise desrespeitar normas e pessoas, além disso, ser capaz de reconhecer novas oportunidades que apareçam em minha trajetória profissional.
Amanda Oliveira: Mencione aspectos de aprendizado profissional como conhecimentos específicos, participação em algum projeto, gerenciamento de equipe pela primeira vez; e de aprendizado pessoal, como lidar com pessoas diferentes de você, vencer grandes desafios, etc.
Renato Grinberg: Pode dizer que quer se desenvolver profissionalmente e alcançar cargos cada vez mais relevantes na empresa, ou seja, ser capaz de cada vez mais agregar valor à sua função.
QUE TIPOS DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES VOCÊ APRECIA NO TRABALHO?
Roberto Recinella: Sugiro algo como aquelas que me desafiem, mesmo sabendo que muitas vezes terei que realizar muitas tarefas entediantes e rotineiras que são igualmente importantes para o sucesso do meu trabalho, mas algumas tarefas me encantam como finanças, vendas , logística, etc.
Renato Grinberg: Seja sincero e diga o que mais aprecia profissionalmente, mas sempre prestando atenção no perfil da vaga à qual você está concorrendo. Nunca diga: odeio falar ao telefone para uma vaga de vendas, por exemplo.
QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS E ELEMENTOS DO SEU TRABALHO QUE VOCÊ CONSIDERA MAIS IMPORTANTES?
Roberto Recinella: Trabalho em equipe, a soma do trabalho de todos que faz a empresa ser bem-sucedida e alcançar seus objetivos. Ter humildade de reconhecer quando preciso de ajuda para realizar uma tarefa e assim aprender como realizá-la. Proatividade para apresentar soluções e melhorar procedimentos e resultados.
Renato Grinberg: Fale o que realmente você acha que é relevante para aquela função.
QUAL É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU NOS ÚLTIMOS ANOS?
Roberto Recinella: Pode dizer que não sabe tudo ou nem sempre tem razão, que existem muitas pessoas que possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos seus, proporcionando a oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional. Pode dizer ainda que a entrevista, independente de você ser selecionado ou não, já está proporcionando um aprendizado.
Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição e que possa ser utilizado pelo gestor. Exemplo: se um dos pré-requisitos é gestão de equipe, conte algum desafio que teve com sua equipe anterior.
Renato Grinberg: Fale sobre coisas profissionais que você realmente tenha aprendido e que sejam importantes para a nova função que você deseja assumir.
COMENTE UMA SITUAÇÃO EM QUE VOCÊ BUSCOU UMA NOVA RESPONSABILIDADE QUE DESAFIADA SUAS HABILIDADES.
Roberto Recinella: Sempre é aconselhável que antes de qualquer entrevista você revise seu arquivo mental de histórias e experiências profissionais, tanto as bem como as mal sucedidas. Nessa hora você deve acessá-las e comentar o acontecimento com objetividade, através da exposição de fatos e não de sentimentos.
Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição. Se você sabe que um dos pré-requisitos é gestão de equipe, e citou que um dos seus pontos fracos é impaciência, conte como alguém da sua equipe anterior o ajudou a melhorar essa característica.
Renato Grinberg: Comente algo que tenha realmente acontecido, não minta, sempre explorando seus pontos fortes.
COMENTE UMA OCASIÃO NA QUAL VOCÊ TROUXE UMA NOVA E CRIATIVA IDEIA QUE IMPACTAVA A PERFORMANCE DE SUA EQUIPE.
Roberto Recinella: Se isso aconteceu mesmo, conte com detalhes de fatos, caso não tenha nada para dizer, não se preocupe, isso é o que geralmente acontece. Responda honestamente que você ainda não teve essa ocasião, mas isso não impede que ocorra a qualquer momento. Apenas não minta ou discorra sobre uma ideia esdrúxula ou comum só para poder responder.
Amanda Oliveira: Se você sabe que um dos pré-requisitos é liderar um projeto de mudança ou reestruturação, conte exemplos em que, de forma diferente de tudo o que já havia sido feito, motivou e treinou sua equipe, e que assim eles se tornaram agentes de mudança na empresa, influenciando outras áreas.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE UMA FUNÇÃO PARA OUTRA?
Roberto Recinella: Se responder que sim, diga que desde que seja um desafio e contribua para a carreira e com isso possa contribuir com a empresa em sua estratégia de crescimento. Mas fale isso só se realmente pensar assim.
Amanda Oliveira: Foque sua resposta em 3 pontos: experiências prévias com exemplos de sucesso que o qualifica para a função, desejo de aprendizado e desenvolvimento nos pré- requisitos que você não possui e alinhamento entre essa função e seus objetivos profissionais.
Renato Grinberg: Diga que sim, e forneça um exemplo de flexibilidade. Por exemplo, um projeto que você realizou ou contribuiu e que teoricamente não era sua função na empresa.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE PAÍS OU ESTADO?
Roberto Recinella: Pode dizer que depende do estado, do país e das condições para a família quanto ao acesso e qualidade dos serviços de educação e saúde. Mas não deixe claro que não pode tomar nenhuma decisão sem antes falar com a sua família. O fato de você estar interessado em uma empresa ou determinado cargo não significa que deva “vender a alma” para conquistá-lo. Ouça seu coração. Mudanças devem ser pensadas e planejadas.
Amanda Oliveira: Não faz sentido buscar posições globais ou que tenham muito contato com outros países se o profissional não tem disponibilidade para viagens.
Renato Grinberg: Só responda positivamente se for verdade e se isso fizer sentido para você. Falar que sim e depois voltar atrás é um tiro no pé.
NO QUE OS CANDIDATOS DEVEM PENSAR ANTES DE DAR AS RESPOSTAS? SEMPRE NO LADO PESSOAL, PROFISSIONAL OU NOS DOIS?
Roberto Recinella: Nos dois. O candidato deve aliar sua trajetória profissional com a sua qualidade de vida. É um ser humano que tem vida pessoal e profissional e por isso deve responder pensando em sua experiência de vida como um todo.
Amanda Oliveira: Ambos. O importante é manter a coerência, tanto o lado profissional quanto o pessoal devem estar alinhados.
Renato Grinberg: Trata-se de uma entrevista de emprego, portanto, as respostas devem ser profissionais, não pessoais.
LICENÇA MATERNIDADE DE 120 DIAS PODERÁ VALER PARA MÃES ADOTIVAS
O Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) está elaborando um projeto que estende a licença-maternidade de 120 dias para as mulheres que adotam crianças de qualquer idade. De acordo com o instituto, estão sendo realizados estudos e cálculos de impacto para que a medida comece a valer.
Em maio, a Justiça Federal de Santa Catarina determinou que o INSS conceda licença-maternidade de 120 dias para as mães que adotarem uma criança ou adolescentes de qualquer idade. A determinação deve ser cumprida imediatamente e vale para todo o país. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal. O INSS informou que já entrou com recurso contra a decisão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.
"É indispensável que a criança adotada possua um contato e uma intimidade nos primeiros meses de adoção, a fim de que possa se adaptar à nova vida e se adequar à nova família", afirmou o juiz Marcelo Krás Borges, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, que determinou a sentença.
O INSS afirmou que já estava elaborando um projeto para estender a licença-maternidade para as mães adotivas antes mesmo da decisão da Justiça Federal.
A decisão determinou a suspensão do dispositivo da Lei de Benefícios (lei 10.421/02), em seu artigo Art. 392-A, que prevê 120 dias apenas para adoção de menores de 1 ano, 60 dias para crianças entre 1 e 4 anos e 30 dias para crianças entre 4 e 8 anos.
"Se o pai ou a mãe passar o dia no trabalho e não der a acolhida e o carinho necessários nos primeiros meses, é possível que a adoção não tenha sucesso, ficando o futuro da criança adotada perdido", afirmou Borges, na sentença.
Com a decisão da Justiça Federal, o INSS também terá que prorrogar o benefício, até que atinja 120 dias, das seguradas que já estão de licença por períodos menores. A multa em caso de descumprimento será de R$ 10 mil por dia.
Legislação
De acordo com a ação, até 2002 não existia dispositivo legal que garantisse expressamente direito à licença-maternidade e ao salário-maternidade à mãe que adotasse uma criança.
Os direitos só foram reconhecidos formalmente com a lei nº10.421/02, que modificou o art.392-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que previa licença-maternidade somente para as mães biológicas, e acrescentou à lei nº 8.213/91, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, o art. 71-A.
Com os novos ordenamentos jurídicos, mães de crianças de até 1 ano de idade teriam direito à licença-maternidade e ao salário-maternidade até 120 dias, de 1 a 4 anos teriam o período de licença de 60 dias, e de 4 até 8 anos, os benefícios seriam limitados a 30 dias.
Em 2009, foi publicada a Lei 12.010/09 que revogou os períodos diferenciados da licença-maternidade. Mas, a nova lei de adoção criou uma contradição jurídica, pois não fez o mesmo com os prazos diferenciados para concessão do salário-maternidade previstos no artigo 71-A da Lei 8.213/91.
Como a revogação não foi expressa, o INSS continua concedendo diferentes períodos de salário-maternidade às mães adotivas.
COMO SE RELACIONAR COM OS COLEGAS DE TRABALHO
Saiba como ter um bom relacionamento com o seu funcionário
Forma de lidar com cada funcionário deve ser diferente, dizem consultores.Veja dicas para lidar com cada perfil, do puxa-saco ao 'puxa-tapete'.
O papel do chefe não é apenas mandar o funcionário executar tarefas. Ele precisa demonstrar seu conhecimento, ensinar e aprender com o seu subordinado e conquistar o respeito da equipe. Mas para isso é necessário que ele tenha em mente que a forma de lidar com cada funcionário deve ser diferente, nunca padronizada, segundo profissionais da área recursos humanos.
O G1 preparou algumas perguntas sobre como agir com cada tipo de funcionário, do puxa-saco ao “puxa-tapete”, do inseguro ao arrogante (veja no quadro abaixo). As respostas foram dadas pelo especialista em gestão do capital humano, Roberto Recinella, e pela diretora comercial da Right Management, Márcia Palmeira.
A consultora diz que o chefe é como o maestro de uma orquestra. “Ele como líder deve ter a preocupação de entender sobre pessoas, ele não é apenas um tocador de processos. Deve observar no dia a dia como as pessoas agem, reagem e se relacionam e perceber que existe diferença entre cada uma delas."
Segundo Claudia, a forma de delegar o trabalho para cada funcionário deve ser diferente, não padronizada, pois o chefe precisa perceber o estilo de cada pessoa. “Para alguns exige mais carinho, para outros mais limite, por exemplo”, afirma.
Para a consultora, o chefe precisa dedicar uma boa parcela do seu trabalho para gerenciar a equipe. “Tem que começar a abrir mão da execução dos processos mais técnicos e delegar, ensinar e desenvolver pessoas da área dele”. Para ela, o trabalho do gestor deveria ser dividido da seguinte forma: 40% para a gestão da equipe, 40% pensando no futuro da área e 20% pensando na operação do dia-a-dia.
Claudia afirma ainda que os chefes devem ter em volta deles pessoas muito capazes e não podem ter medo de talentos. “Quanto mais houver pessoas diferenciadas e que entregam resultados, com certeza a equipe dele vai se destacar na empresa”, diz.
De acordo com ela, as empresas percebem que maturidade é essencial para cargos de gestão. “A geração mais antiga tem que respeitar a sede dos jovens e os mais jovens têm que entender que a experiência dos mais velhos pode facilitar o desenvolvimento do projeto com mais facilidade”.
Confira abaixo as respostas dos especialistas Roberto Recinella e Márcia Palmeira sobre como se relacionar com o chefe em situações comuns no ambiente de trabalho.
Como chamar a atenção do funcionário? “Sempre em particular. Escolha o momento e local adequados. Liste os fatos e tenha as suas sugestões de melhoria. Feedback deve sempre ter um objetivo de construção de novo conhecimento e aprendizado.” (Márcia Palmeira)
“Em particular, munido do máximo de dados possível para embasar o erro. Além disso, faça-o assumir por escrito um plano de ação para que isso não torne a acontecer.” (Roberto Recinella)
O que fazer quando o funcionário se recusa a fazer o que peço? “Entenda as razões da negação, explique a importância da tarefa, defina as perdas possíveis pela não-realização da tarefa. Só você poderá dimensionar que atitude tomar ao final. Se a pessoa não se convencer que deve fazer, você deve ser convencido de que ela não é mesmo a melhor pessoa para fazê-lo.” (Márcia Palmeira)
“Converse abertamente sobre essa recusa. Dê oportunidade para que ele justifique sua atitude. Caso o fato se repita, faça uma advertência oral, depois por escrito e por fim, se não tiver jeito, é partir para a demissão. Avisado ele foi.” (Roberto Recinella)
Como agir após um desentendimento? “Chame para um conversa privada e coloque tudo em pratos limpos. Tenter chegar a um entendimento.” (Márcia Palmeira)
“Esfrie a cabeça. Marque uma conversa para esclarecer os fatos que levaram a esse desentendimento. Assuma um compromisso de que isso não irá ocorrer novamente. Caso a culpa for sua, desculpe-se em particular e depois em público.” (Roberto Recinella)
Como proceder quando percebo que um funcionário está tentando tomar o meu lugar? “Descubra as razões pelas quais você ocupa o lugar que ocupa, veja se elas lhe dão suficiente segurança de permanecer nesse lugar. Se sim, deixe claro essas razões para quem for necessário. Tome providências, senão ele vai tirar sim seu lugar.” (Márcia Palmeira)
“Se ele for mais competente do que você, cuidado, está na hora de se reciclar. Converse com o colaborador sobre as diversas oportunidades na empresa e seu perfil e se possível ajude-o a crescer.“ (Roberto Recinella)
Preciso ser amigo dos meus funcionários? “Ter boas relações com todos, em especial com sua equipe de trabalho, lhe trará melhores resultados no dia a dia, além de ser mais prazeroso. Não precisa sair junto, frequentar a casa, mas ser amigo é ser colaborativo, inspirador, parceiro, presente.” (Márcia Palmeira)
“Não. Você precisa ser justo e saber desenvolver e motivar cada um dos membros da sua equipe. Comemore os sucessos e sofra os fracassos juntos.” (Roberto Recinella)
O que responder quando o funcionário pede aumento ou promoção? “Analise as razões que eventualmente ele traz. Se forem coerentes, analise as possibilidades da área/empresa de atender. Se não, explique o porquê de não ter sustentabilidade o pedido.” (Márcia Palmeira)
“Na maioria das empresas existe uma política de cargos e salários atrelada a resultados, então, não cabe a você negociar salários. Quanto à promoção, mostre as competências necessárias para os possíveis cargos e auxilie-o a fazer um plano de ação de como se desenvolver para alcançar o cargo que ele almeja.” (Roberto Recinella)
Como agir quando o funcionário discorda dos meus pontos de vista? “Ouça com atenção as razões da discordância. Quem disse que alguém é dono da verdade? A verdade é construída aos pedaços, com as diversas visões das diversas pessoas sobre as diversas realidades. Construa um novo ponto de vista, se for adequado.” (Márcia Palmeira)
“Agradeça-o e se sinta orgulhoso. Isso significa que sua equipe possui segurança psicológica suficiente para discordar de você. Isso é sinal de uma boa liderança e geralmente faz a empresa crescer. Por outro lado, você deverá estar preparado para rever seus pontos de vista ou ter dados suficientes para justificá-los e convencer seu funcionário.” (Roberto Recinella)
O que fazer quando o funcionário fala mal de mim para a diretoria da empresa? “Se a diretoria der ouvido a isso, você deve questionar a diretoria, pois estar numa posição de liderança foi escolha dessa mesma diretoria que deve, no mínimo, apoiá-lo. A melhor resposta a esse tipo de atitude é ignorá-la.” (Márcia Palmeira)
“Antes de tomar qualquer atitude verifique se não é verdade. Observe se realmente você não age daquele modo. Se tiver coragem pergunte à equipe. Vale contar com a família para descobrir também como eles veem seu comportamento. Caso sejam mentiras, não se preocupe, a diretoria provavelmente descobrirá. De qualquer modo, fique de olho nesse funcionário, ele deve ter um motivo para fazer isso. (Roberto Recinella)
O G1 preparou algumas perguntas sobre como agir com cada tipo de funcionário, do puxa-saco ao “puxa-tapete”, do inseguro ao arrogante (veja no quadro abaixo). As respostas foram dadas pelo especialista em gestão do capital humano, Roberto Recinella, e pela diretora comercial da Right Management, Márcia Palmeira.
Segundo Claudia Monari, consultora de carreira da empresa de recursos humanos Career Center, quem está numa posição de chefe tem dois papeis: fazer com que os processos fluam no dia a dia do trabalho – e para isso tem que conhecer bem a área -, e ser um facilitador de relacionamentos - não pode ser alguém que entre no jogo dos funcionários ou que faça birra, por exemplo. “As relações devem fluir de forma harmônica no ambiente do trabalho, caso contrário ele não estará sendo gestor”.
A consultora diz que o chefe é como o maestro de uma orquestra. “Ele como líder deve ter a preocupação de entender sobre pessoas, ele não é apenas um tocador de processos. Deve observar no dia a dia como as pessoas agem, reagem e se relacionam e perceber que existe diferença entre cada uma delas."
Para a consultora, o chefe precisa dedicar uma boa parcela do seu trabalho para gerenciar a equipe. “Tem que começar a abrir mão da execução dos processos mais técnicos e delegar, ensinar e desenvolver pessoas da área dele”. Para ela, o trabalho do gestor deveria ser dividido da seguinte forma: 40% para a gestão da equipe, 40% pensando no futuro da área e 20% pensando na operação do dia-a-dia.
Claudia afirma ainda que os chefes devem ter em volta deles pessoas muito capazes e não podem ter medo de talentos. “Quanto mais houver pessoas diferenciadas e que entregam resultados, com certeza a equipe dele vai se destacar na empresa”, diz.
De acordo com ela, as empresas percebem que maturidade é essencial para cargos de gestão. “A geração mais antiga tem que respeitar a sede dos jovens e os mais jovens têm que entender que a experiência dos mais velhos pode facilitar o desenvolvimento do projeto com mais facilidade”.
Confira abaixo as respostas dos especialistas Roberto Recinella e Márcia Palmeira sobre como se relacionar com o chefe em situações comuns no ambiente de trabalho.
Como chamar a atenção do funcionário? “Sempre em particular. Escolha o momento e local adequados. Liste os fatos e tenha as suas sugestões de melhoria. Feedback deve sempre ter um objetivo de construção de novo conhecimento e aprendizado.” (Márcia Palmeira)
“Em particular, munido do máximo de dados possível para embasar o erro. Além disso, faça-o assumir por escrito um plano de ação para que isso não torne a acontecer.” (Roberto Recinella)
O que fazer quando o funcionário se recusa a fazer o que peço? “Entenda as razões da negação, explique a importância da tarefa, defina as perdas possíveis pela não-realização da tarefa. Só você poderá dimensionar que atitude tomar ao final. Se a pessoa não se convencer que deve fazer, você deve ser convencido de que ela não é mesmo a melhor pessoa para fazê-lo.” (Márcia Palmeira)
“Converse abertamente sobre essa recusa. Dê oportunidade para que ele justifique sua atitude. Caso o fato se repita, faça uma advertência oral, depois por escrito e por fim, se não tiver jeito, é partir para a demissão. Avisado ele foi.” (Roberto Recinella)
Como agir após um desentendimento? “Chame para um conversa privada e coloque tudo em pratos limpos. Tenter chegar a um entendimento.” (Márcia Palmeira)
“Esfrie a cabeça. Marque uma conversa para esclarecer os fatos que levaram a esse desentendimento. Assuma um compromisso de que isso não irá ocorrer novamente. Caso a culpa for sua, desculpe-se em particular e depois em público.” (Roberto Recinella)
Como proceder quando percebo que um funcionário está tentando tomar o meu lugar? “Descubra as razões pelas quais você ocupa o lugar que ocupa, veja se elas lhe dão suficiente segurança de permanecer nesse lugar. Se sim, deixe claro essas razões para quem for necessário. Tome providências, senão ele vai tirar sim seu lugar.” (Márcia Palmeira)
“Se ele for mais competente do que você, cuidado, está na hora de se reciclar. Converse com o colaborador sobre as diversas oportunidades na empresa e seu perfil e se possível ajude-o a crescer.“ (Roberto Recinella)
Preciso ser amigo dos meus funcionários? “Ter boas relações com todos, em especial com sua equipe de trabalho, lhe trará melhores resultados no dia a dia, além de ser mais prazeroso. Não precisa sair junto, frequentar a casa, mas ser amigo é ser colaborativo, inspirador, parceiro, presente.” (Márcia Palmeira)
“Não. Você precisa ser justo e saber desenvolver e motivar cada um dos membros da sua equipe. Comemore os sucessos e sofra os fracassos juntos.” (Roberto Recinella)
O que responder quando o funcionário pede aumento ou promoção? “Analise as razões que eventualmente ele traz. Se forem coerentes, analise as possibilidades da área/empresa de atender. Se não, explique o porquê de não ter sustentabilidade o pedido.” (Márcia Palmeira)
“Na maioria das empresas existe uma política de cargos e salários atrelada a resultados, então, não cabe a você negociar salários. Quanto à promoção, mostre as competências necessárias para os possíveis cargos e auxilie-o a fazer um plano de ação de como se desenvolver para alcançar o cargo que ele almeja.” (Roberto Recinella)
Como agir quando o funcionário discorda dos meus pontos de vista? “Ouça com atenção as razões da discordância. Quem disse que alguém é dono da verdade? A verdade é construída aos pedaços, com as diversas visões das diversas pessoas sobre as diversas realidades. Construa um novo ponto de vista, se for adequado.” (Márcia Palmeira)
“Agradeça-o e se sinta orgulhoso. Isso significa que sua equipe possui segurança psicológica suficiente para discordar de você. Isso é sinal de uma boa liderança e geralmente faz a empresa crescer. Por outro lado, você deverá estar preparado para rever seus pontos de vista ou ter dados suficientes para justificá-los e convencer seu funcionário.” (Roberto Recinella)
O que fazer quando o funcionário fala mal de mim para a diretoria da empresa? “Se a diretoria der ouvido a isso, você deve questionar a diretoria, pois estar numa posição de liderança foi escolha dessa mesma diretoria que deve, no mínimo, apoiá-lo. A melhor resposta a esse tipo de atitude é ignorá-la.” (Márcia Palmeira)
“Antes de tomar qualquer atitude verifique se não é verdade. Observe se realmente você não age daquele modo. Se tiver coragem pergunte à equipe. Vale contar com a família para descobrir também como eles veem seu comportamento. Caso sejam mentiras, não se preocupe, a diretoria provavelmente descobrirá. De qualquer modo, fique de olho nesse funcionário, ele deve ter um motivo para fazer isso. (Roberto Recinella)
COMO ELABORAR UM CURRÍCULO EFICAZ
Preencher as páginas em branco de um currículo pode ser um grande desafio para quem nunca trabalhou e busca sua primeira oportunidade no mercado, como um estágio ou programa de trainee. Como fazer para convencer recrutadores das suas qualidades profissionais, se elas nunca foram testadas? Dá para montar um currículo atraente com tão pouca informação?
Segundo especialistas ouvidos pelo G1, dá. Nesse caso, a recomendação é de que o candidato aposte em três prioridades para ser bem-sucedido: destaque aos estudos (principal atrativo dos jovens profissionais); boa apresentação (texto limpo e esteticamente apresentável) e honestidade.
“Não adianta ficar ‘enchendo lingüiça. Síntese é o principal”, explica Giuliano Bortoluci, diretor de comunicação da Estagiários.com, empresa de seleção de estagiários.
O segredo, segundo Bortoluci, não está no número de linhas que o currículo terá. O importante, diz ele, é chamar a atenção de quem selecionará candidatos, para que você seja chamado para uma entrevista.
Formação
Se a prática profissional está em falta, recomendam os especialistas, destaque seus principais “trunfos”: sua formação escolar e/ou acadêmica.“Colocar sempre o que a pessoa tem de melhor, o mais importante primeiro: a área de estudo”, explica Giuliano Bortoluci.
Cursos rápidos e treinamentos também merecem registro no currículo – desde que sejam compatíveis com o cargo pretendido. “Cursos de curta duração mostram o interesse e a curiosidade do jovem. Mostram que ele é ‘fuçador’, curioso, dinâmico”, diz a diretora da Mussi Consultores, Mônica Mussi.
Intenções futuras
Para quem ainda não começou a cursar a faculdade, vale registrar as pretensões e o compromisso com a qualificação no futuro.“A pessoa pode acrescentar, se vai ingressar em uma faculdade, que curso irá fazer”, recomenda Adriana Viveiros, gerente técnica de recrutamento e seleção da Soulan Recursos Humanos.
Informações desse tipo podem ser apresentadas em um tópico à parte, algo como “Pretensões de aperfeiçoamento”, em que o candidato pode mostrar o que pretende fazer para se especializar.
O importante, no entanto, é não transformar seu currículo em um festival de promessas. “Ele pode colocar uma coisa ou outra, mas não se ‘empolgar’ e colocar um monte de intenções”, diz Bortoluci, da Estagiários.com.
Apresentação
Erros de português no currículo são "inaceitáveis" e podem colocar qualquer processo de seleção a perder, segundo os consultores."Boa escrita, boa gramática, boa apresentação. Pedir para alguém revisar o currículo e aprender com a revisão; isso é fundamental", diz Mônica Mussi.
Um bom recurso para amenizar a escassez de informações do currículo inexperiente é a maneira de organizar os dados no editor de texto.
"É importante que ele seja esteticamente agradável, letra em um tamanho bacana, que seja fácil de ler. E é bom centralizar o texto, deixá-lo bem no centro da folha. Uma página está de bom tamanho", diz Mônica Mussi.
Tópicos sucintos e organizados também são importantes. "Tem que colocar informações de modo que o selecionador passe o olho e já consiga vizualizar", afirma Bortoluci
'Hobbies' entram?
Para a consultora Mônica Mussi, incluir um item "informações complementares" no currículo pode ser útil para apresentar atividades extracurriculares interessantes, como esportes ao ar livre (rafting, arborismo) ou preferências compatíveis com a empresa (como hábitos de leitura se a vaga é em uma grande livraria, por exemplo).Já para Bortoluci, o melhor é guardar esse tipo de informação para a entrevista. " No currículo, é melhor só o que tiver relação com o cargo", diz. "Já atividades filantrópicas e trabalho voluntário são apreciadas hoje em dia e podem ser incluídas".
Auto-elogios
Descrever qualidades como dinamismo, interesse e iniciativa no currículo é prática não recomendada pelos consultores.Melhor é deixar que os próprios selecionadores identifiquem suas qualidades na entrevista. "Pode soar arrogante", diz Mônica Mussi.
CONCURSOS PÚBLICOS DEVEM OFERECER MAIS DE 126 MIL VAGAS ESTE ANO
O número de vagas previstas para a segunda metade de 2012 em órgãos de nível federal e estadual, além de capitais, chega a 126.219, segundo levantamento feito pelo G1, sem contar as instituições que lançarão concursos para cadastro de reserva, isto é, quando os aprovados são chamados conforme a necessidade do órgão, como é o caso do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só no Ministério da Educação são 71.589 vagas.
Entre as vagas levantadas estão cargos que foram criados e oportunidades que já foram autorizadas ou aguardam autorização dos respectivos órgãos competentes.
Entre os concursos mais esperados do ano estão os da Receita Federal, Polícia Federal e Correios, já confirmados e autorizados. No caso da PF, 600 vagas de nível superior foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento. As 328 para agente administrativo ainda aguardam aval do governo. Em relação à Receita, o Planejamento autorizou no dia 25 de maio a realização de concurso para 950 vagas de auditor e analista, ambos de nível superior em qualquer área. Já os Correios anunciaram que precisarão de mais 10 mil vagas para preencher seu quadro, mesmo após a nomeação dos 9.190 aprovados no concurso realizado no ano passado.
A Petrobras confirmou ao G1 a realização de dois concursos em 2012, para cargos de nível médio/técnico e superior. Um deles já foi realizado este ano para 1.521 vagas. Até o final de 2015, a Petrobras pretende atingir um efetivo de 76 mil empregados - um aumento de aproximadamente 30% em relação ao efetivo atual, que é de cerca de 58.500 empregados. Deverão ser admitidos nos próximos quatro anos mais de 22 mil pessoas para dar suporte aos projetos previstos no Plano de Negócios da companhia.
saiba mais
A Polícia Rodoviária Federal teve autorização da presidente Dilma Rousseff para contratar 1.500 policiais rodoviários em 2012. Desse total, 750 serão preenchidas do concurso de 2009 que ficou parado dois anos devido a impasses judiciais e foi retomado. Outras 750 podem ser abertas em um novo concurso. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os servidores serão lotados nas fronteiras. Os estados participantes do Plano Estratégico de Fronteiras do governo federal são Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.- Veja concursos e oportunidades abertas
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Quatro ministérios tiveram concursos autorizados pelo governo federal: Fazenda, Cultura, Ministério da Integração Nacional e Planejamento.
Já a Defensoria Pública da União, o Ministério da Agricultura, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Educação aguardam autorização do Ministério do Planejamento para abrir as seleções.
No caso das agências reguladoras do governo federal, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) teve autorização para 46 vagas, a Agência Nacional de Cinema (Ancine), para 82 vagas, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), para 152 vagas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para 170 vagas, e a Agência Nacional de Águas (ANA), para 45 oportunidades.
Em alguns concursos, a organizadora já está definida, como é o caso da Polícia Federal (Cespe/UnB), Câmara dos Deputados (Cespe/UnB) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Iades).
16,3 mil terceirizados serão substituídos
O Ministério do Planejamento informou ao G1 que não tem o quantitativo total das vagas a serem liberadas até o final do ano, pois leva em conta para a decisão as negociações feitas com os órgãos, procurando conciliar os pedidos apresentados, as necessidades mais imediatas da administração e as condições orçamentárias.
Na administração federal, de acordo com o ministério, há 16,3 mil terceirizados ainda para serem substituídos, principalmente nas autarquias e fundações. Nos ministérios o saldo é de cerca de 2 mil e deverá ser trocado dentro do prazo fixado com o Ministério Público do Trabalho, que é de 31 de dezembro. “A prioridade da substituição de terceirizados pode ser comprovada nas autorizações mais recentes de concursos, publicadas no portal do Ministério do Planejamento. Das 825 vagas autorizadas para analista técnico de políticas sociais, por exemplo, 616 são para substituir terceirizados", informou o Planejamento por meio de sua assessoria de imprensa.
A ocupação das vagas já autorizadas pelo Planejamento ainda em 2012 depende do tempo da publicação e da conclusão de todo o processo de realização da seleção.
O Ministério do Planejamento esclarece que não deixou de autorizar concursos e nomeações, mas que “apenas tornou mais racional o processo de liberação de vagas a partir da edição da Portaria 39/11, com a análise caso a caso das demandas”.
As áreas prioritárias continuam sendo educação, saúde, previdência social e segurança pública, além dos setores responsáveis pelos atendimentos do Plano Brasil Maior e Erradicação da Pobreza, e grandes eventos como Copa e Olimpíadas.
Eleições municipais
Como em 2012 haverá eleições municipais, a lei 9.505/97 restringe apenas a nomeação, contratação ou admissão do servidor público nos três meses que antecedem o pleito até a posse dos eleitos (de julho a janeiro), restrição feita à esfera em que ocorre a eleição, no caso deste ano, no âmbito municipal. Mas se a homologação do concurso (publicação do resultado final) for feita até três meses antes das eleições (julho), as nomeações podem ocorrer em qualquer período do ano. Já em âmbito estadual e federal as nomeações ocorrem sem restrições.
Veja abaixo vagas, cargos, salários e organizadoras de concursos previstos
Agência Nacional de Águas (ANA)
- 45 vagas de técnico administrativo (nível médio)
Salário: R$ 4,7 mil
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
- 75 vagas para especialista em regulação civil e 30 vagas para analista administrativo (nível superior)
- 45 vagas para técnico em regulação de aviação civil e 20 vagas para técnico administrativo (nível médio)
Salário: de R$ 5 mil a R$ 10,3 mil
Agência Nacional de Cinema (Ancine)
- 25 vagas para técnico em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual e 57 vagas para técnico administrativo (nível médio)
Salário: de R$ 5 mil a R$ 5,3 mil
Agência Nacional do Petróleo (ANP)
- 115 vagas para especialista em regulação de petróleo e derivados, 22 para analista administrativo e 15 para especialista em geologia e geofísica (nível superior)
Salário: de R$ 10,8 mil a R$ 12 mil
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
- 42 vagas para técnico administrativo (nível médio)
- 4 vagas para analista administrativo (nível superior)
Salário: de R$ 5 mil a R$ 9,5 mil
Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
Formação de cadastro de reserva
Cargos de nível superior: profissional básico com formações de administração, análise de sistemas - desenvolvimento, análise de sistemas - suporte, arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, comunicação social, contabilidade, direito, economia, engenharia e psicologia
Cargo de nível médio: técnico administrativo
Salário: R$ 2.925,39 para nível médio e R$ 9.182,01 para nível superior
Câmara dos Deputados
Organizadora: Cespe/UnB
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)
- 40 vagas para analista em ciência e tecnologia (nível superior)
Salário: não informado
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
- 155 vagas e formação de cadastro de reserva para analista (nível superior)
Salário: não informado
Organizadora: Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades)
Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal
7 para agentes de sistemas de saneamento, 15 para agentes de suporte ao negócio, 9 para agentes de operação de sistemas de saneamento, 8 para técnicos de sistema de saneamento, 9 para analistas de sistemas de saneamento e 8 para analistas de suporte ao negócio e cadastro reserva (nível médio e superior)
Salário: não informado
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
- 70 vagas para analista em ciência e tecnologia (nível superior)
- 70 vagas para assistente em ciência e tecnologia (nível médio)
Salário: não informado
Correios
10 mil vagas para carteiros, operadores de triagem e transbordo e atendentes comerciais (nível médio)
Salário: R$ 942,75
Defensoria Pública do Estado do Paraná
- 158 para técnicos em informática, técnicos administrativos, técnicos em redes de computadores e técnicos de recursos humanos (nível médio)
- 374 vagas de nível superior nas áreas de administração, biblioteconomia, contabilidade, economia, informática, psicologia, serviço social, psiquiatria, medicina clínica, estatística, assessor jurídico, comunicação social, jornalismo, engenharia, sociologia e secretariado executivo
Salário: não informado
Defensoria Pública da União
- 657 para defensor público e 1 mil para analista de assistência jurídica
- 500 para técnico em assistência jurídica
Salário: não informado
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)
- 179 vagas para analista de infra-estrutura de transportes (nível superior) e 110 para analista administrativo (nível superior)
- 767 vagas para técnico de suporte em infra-estrutura de transportes (nível médio) e 144 para técnico administrativo (nível médio)
Salário: de R$ 2,8 mil a R$ 8 mil
Detran do Maranhão
- 490 vagas para assistente de trânsito (nível médio)
- 60 vagas para analista de trânsito (nível superior)
Salário: de R$ 1.400,00 a R$ 3.771,00
Fundação Biblioteca Nacional
- 27 vagas para assistente administrativo, 1 para assistente administrativo I, 1 para assistente administrativo II, 4 para assistente administrativo III, 2 para assistente técnico administrativo e 9 para auxiliar de documentação (nível médio)
Salário: não informado
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)
- 520 vagas para médicos, 6 vagas para enfermeiros, 12 vagas para analista de gestão e assistência à saúde (nível superior)
- 792 vagas para técnico operacional em saúde (nível médio)
Salário: não informado
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
- 70 vagas para especialista em financiamento e execução de programas e projetos educacionais (nível superior)
- 70 vagas para técnico em financiamento e execução de programas e projetos educacionais (nível médio)
Salário: não informado
Governo de Alagoas
- 40 vagas para delegado, 240 para agente, 120 para escrivão, 40 para oficial, 20 para médico legista, 10 para odontolegista, 40 para perito criminal e 5 para papiloscopista (nível superior)
- 15 para auxiliar de necropsia e 1 mil vagas para soldado da Polícia Militar (nível médio)
Salário: não informado
Governo da Bahia
- 139 vagas para especialista em meio ambiente e recursos hídricos (nível superior)
- 40 vagas para técnico de meio ambiente e recursos hídricos (nível médio)
Salário: não informado
Governo de Minas Gerais
- 34 vagas para música instrumentista; 3 para técnico de gestão artística; 1 para analista de gestão artística; 43 para vozes do coral e 5 para técnicos do coral (nível médio e superior)
Salário: não informado
Governo do Rio de Janeiro
- 9 mil vagas em cargos de nível médio e superior para várias secretarias e autarquias
Salário: não informado
Guarda Civil Metropolitana de São Paulo
- 2 mil vagas de guarda civil metropolitano de 3ª classe (nível médio)
Salário: cerca de R$ 1,6 mil
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
- 300 vagas para técnico administrativo (nível médio)
- 108 vagas para analista ambiental (nível superior)
Salário: R$ 2,5 mil para técnico e R$ 5,4 mil para analista
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
- 100 vagas para pesquisador-tecnologista em informações e avaliações educacionais (nível superior)
- 40 vagas para técnico em informações educacionais (nível médio)
Salário: não informado
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi)
250 vagas, 100 delas para pesquisadores responsáveis pela análise de pedidos de patente e registro de marca
Salário: não informado
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
- 111 vagas de auxiliar de laboratório (nível fundamental)
- 1.354 para agente de inspeção, 291 vagas para técnico de laboratório, 198 para agente de atividades agropecuárias e 236 para técnico administrativo (nível médio)
- 692 para fiscal agropecuário e 322 para analistas (nível superior)
Salário: R$ 2 mil para técnico administrativo, R$ 3,2 mil para analista, R$ 3,3 mil para auxiliar de laboratório, R$ 5,2 mil para técnico de laboratório, agente de atividades agropecuárias e agente de inspeção e R$ 10 mil para fiscal agropecuário
Ministério da Cultura
- 114 vagas em cargos de nível médio e superior
Salário: não informado
Ministério da Educação
- 19.569 vagas de professor da carreira de magistério superior, 24.306 vagas de professor do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico, 27.714 vagas de técnico administrativo (nível médio e superior)
Salário: não informado
Ministério da Fazenda
- 463 para assistente técnico-administrativo (nível médio)
Salário: R$ 2,6 mil
Ministério da Integração Nacional
- 33 vagas para assistente técnico administrativo (nível médio)
- 85 para analista técnico administrativo e 4 para engenheiro (ambos de nível superior)
Salário: não informado
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
- 825 vagas para analista técnico de políticas sociais da carreira de desenvolvimento de políticas sociais (nível superior)
Salário: R$ 4,2 mil
Ministério das Relações Exteriores
- 400 vagas de diplomata (nível superior)
- 893 vagas de oficial de chancelaria (nível superior)
Salário: não informado
Ministério do Trabalho e Emprego
- 600 vagas para auditor fiscal do trabalho (nível superior)
Salário: R$ 14 mil
Ministério Público do Estado do Acre
- 200 vagas de analista (nível superior)
Salário: não informado
Petrobras
- vagas para nível médio, técnico e superior
Salários: de R$ 2.170,84 a R$ 6.217,19
Polícia Civil de São Paulo
- 113 vagas para auxiliar de papiloscopista (nível fundamental)
- 391 vagas para agentes policiais, 16 vagas para auxiliar de necropsia policial e 103 vagas para papiloscopista (nível médio)
- 56 vagas para perito criminal e 3 mil vagas para investigadores e escrivães (nível superior)
Salário: de R$ 2,6 mil a R$ 6,9 mil
Polícia Federal
- 150 vagas para delegado, 100 para perito criminal e 350 para escrivão (nível superior)
- 328 para agente administrativo (nível médio)
Salário: R$ 3,2 mil para agente administrativo, R$ 7,5 mil para escrivão e R$ 13,3 mil para delegado e perito
Organizadora: Cespe/UnB
Polícia Militar do Amazonas
- 2.474 vagas para soldados, oficiais e bacharéis em direito (nível médio e superior)
Salário: não informado
Polícia Militar da Bahia
- 3.400 soldados policiais e bombeiros militares (nível médio)
Salário: não informado
Polícia Militar do Distrito Federal
- 50 vagas para oficiais, 36 vagas de soldado especialista no quadro de praças e 964 vagas de soldado combatente no quadro de praças (nível superior)
Salário: não informado
Polícia Militar de Goiás
- 1 mil vagas para soldados (nível superior)
Salário: de R$ 1,7 mil a R$ 2,7 mil
Polícia Rodoviária Federal
- 750 vagas para policial rodoviário federal (nível superior em qualquer área)
- 260 vagas de agente administrativo (nível médio)
Salário: R$ 3,2 mil para agente e R$ 6 mil para policial
Prefeitura de Maceió
499 vagas para assistente administrativo, 40 de técnico administrativo, 7 de auxiliar administrativo, 28 de auxiliar de serviços gerais, 17 de auxiliar de enfermagem, 12 de atendente de consultório dentário, 3 de auxiliar de laboratório, 10 de educador físico, 7 de assistente social, 9 de enfermeiro, 2 de engenheiro civil, 2 para farmacêutico, 2 para fisioterapeuta, 1 para biólogo, 1 de técnico em recursos humanos, 12 para biomédicos, 2 para químico, 2 para técnico ambiental, 2 para técnico em análise epidemiológica, 1 para protético e 1 para auxiliar de prótese
Salário: não informado
Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo
- 105 vagas de procurador (nível superior em direito)
Salário: não informado
Receita Federal
- 200 vagas de auditor-fiscal e de 750 vagas para analista-tributário (nível superior em qualquer área)
Salário: R$ 8 mil para analista e R$ 14 mil para auditor
São Paulo Previdência
- 165 vagas para técnicos (nível médio)
- 37 vagas para analistas (nível superior)
Salário: de R$ 2,3 mil a R$ 5,5 mil
Organizadora: Fundação Carlos Chagas
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
- 22 vagas para assistente técnico de pesquisa científica e tecnológica I, 69 para auxiliar de apoio à pesquisa científica e tecnológica I, 19 de oficial de apoio à pesquisa científica e tecnológica I, 6 de agente de apoio à pesquisa científica e tecnológica I, 34 de técnico de apoio à pesquisa científica e tecnológica I e 150 vagas de assistente agropecuário I (nível médio)
Salário: não informado
Tribunal de Contas da União
- 29 vagas de técnico federal de controle externo (nível médio)
Salário: R$ 6,3 mil
Organizadora: Cespe/UnB
Tribunal de Justiça do Distrito Federal
- vagas para analista judiciário (nível superior) e técnico judiciário (nível médio)
Salário: não informado
Tribunal de Justiça do Paraná
- 1 vaga para arquiteto, 10 para administrador, 4 para bibliotecário, 7 para economista, 1 para jornalista e 1 vaga para médico (nível superior)
Salário: R$ 7.392,58
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
- 60 vagas para juiz substituto (nível superior em direito)
Salário: cerca de R$ 21 mil
Organizadora: Fundação Carlos Chagas
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
- 59 vagas para técnico judiciário (nível médio) e 59 vagas para analista judiciário (nível superior)
Salário: não informado
Tribunal de Justiça de São Paulo
- 1 mil vagas para escrevente técnico judiciário (nível médio)
- 136 vagas para assistente social e 232 para psicólogo (nível superior)
Salário: R$ 3,8 mil para escrevente e R$ 4 mil para assistente social e psicólogo
Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro
- vagas de nível médio e superior
Salário: não informado
Organizadora: Cespe/UnB
Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul)
Vagas para cargos de técnico (nível médio) e analista (nível superior)
Salário: R$ 4,6 mil e R$ 7,2 mil
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins)
- 20 vagas e cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior
Salário: não informado
Organizadora: Cespe/UnB
Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro
- Vagas para juiz do trabalho substituto (nível superior em direito)
- Vagas para analista judiciário – área judiciária – especialidade execução de mandados, área judiciária e área administrativa (nível superior)
- Vagas para técnico judiciário – área administrativa (nível médio)
Salário: de R$ 4,7 mil a R$ 21 mil
Tribunal Superior do Trabalho
- Vagas para analista judiciário (nível superior)
- Vagas para técnico judiciário (nível médio)
Salário: R$ 4 mil para técncio e R$ 6 mil para analista
Organizadora: Fundação Carlos Chagas
POLÍCIA FEDERAL ABRE CONCURSO PARA 600 VAGAS
A Polícia Federal lançou três editais de concursos públicos para o total de 600 vagas de nível superior: 100 de perito criminal federal, 150 para delegado e 350 para escrivão. Os editais foram publicados na Seção 3 do "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (11), entre as páginas 70 e 103 (veja no link ao lado, no Saiba Mais). O Cespe/UnB, organizador do concurso, disponibilizou também os editais em seu site (veja também no Saiba Mais). As vagas são para os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima e em unidades de fronteira.
| Polícia Federal |
|---|
| Inscrições |
| De 18 de junho a 9 de julho |
| Vagas |
| 600 |
| Salário |
| R$ 7.514,33 e R$ 13.368,68 |
| Taxa |
| R$ 125 e R$ 150 |
| Prova |
| 19 de agosto |
Perito
Para perito, o salário é de R$ 13.368,68. O candidato deve ter diploma de conclusão de curso superior em ciências contábeis ou ciências econômicas; engenharia elétrica, engenharia eletrônica, engenharia de telecomunicações ou engenharia de redes de comunicação; ciências da computação, informática, análise de sistemas, engenharia da computação ou engenharia de redes de comunicação; engenharia agronômica; geologia; engenharia química, química industrial ou química; engenharia civil; biomedicina ou ciências biológicas; engenharia florestal; medicina; odontologia; farmácia e engenharia elétrica. O candidato deve ter ainda carteira nacional de habilitação de categoria, no mínimo, B.
O perito realiza exames periciais em locais de infração penal, exames em instrumentos utilizados, ou presumivelmente utilizados, na prática de infrações penais, procede pesquisas de interesse do serviço, coleta dados e informações necessários à complementação dos exames periciais, participa da execução das medidas de segurança orgânica e zela pelo cumprimento das mesmas, desempenha outras atividades que visem apoiar técnica e administrativamente as metas da Instituição Policial, bem como executa outras tarefas que lhe forem atribuídas.
As inscrições devem ser feitas das 10h do dia 18 junho até as 23h59 do dia 9 de julho pelo site http://www.cespe.unb.br/concursos/dpf_12_perito. A taxa é de R$ 150,00.
O concurso terá a primeira etapa, constituída de prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e prova de títulos. A segunda etapa terá curso de formação profissional.
Delegado
Para delegado, o salário também é de R$ 13.368,68. O candidato deve ter nível superior em direito e carteira nacional de habilitação de categoria, no mínimo, B.
O delegado instaura procedimentos de investigação, orientação e comando, supervisiona e executa missões de caráter sigiloso, participa na execução de medidas de segurança orgânica, entre outras atividades.
As inscrições devem ser feitas pelo site http://www.cespe.unb.br/concursos/dpf_12_delegado das 10h de 18 de junho às 23h59 de 9 de julho. A taxa é de R$ 150.
O concurso terá prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, prova oral e avaliação de títulos. Na segunda etapa haverá o curso de formação profissional.
Escrivão
Para as 350 vagas de escrivão, os candidatos devem ter diploma de conclusão de curso superior em nível de graduação em qualquer área e carteira nacional de habilitação de categoria, no mínimo, B. O salário é de R$ 7.514,33.
O escrivão dá cumprimento às formalidades processuais, lavra termos, autos e mandados, observando os prazos necessários ao preparo, à ultimação e à remessa de procedimentos policiais de investigação, acompanha a autoridade policial, sempre que determinado, em diligências policiais, dirige veículos policiais, cumpre medidas de segurança orgânica, atua nos procedimentos policiais de investigação e desempenha outras atividades de natureza policial e administrativa, bem como executa outras tarefas que lhe forem atribuídas.
As inscrições devem ser feitas no site www.cespe.unb.br/concursos/dpf_12_escrivao das 10h do dia 18 de junho até as 23h59 do dia 9 de julho. A taxa de inscrição é de R$ 125.
A primeira etapa do concurso terá prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e prova prática de digitação. A segunda etapa terá curso de formação profissional.
Outras etapas
O candidato será submetido à investigação social e/ou funcional, de caráter unicamente eliminatório, no decorrer de todo o concurso público, desde a inscrição até o ato de nomeação. A critério da administração, poderá ser avaliado também em exame antidrogas no decorrer de todo o concurso público, além da entrega do exame laboratorial.
Poderão haver ainda avaliações médica e psicológica complementares, de caráter eliminatório, durante o curso de formação profissional.
Datas das provas
A prova objetiva e a prova discursiva para todos os cargos terão a duração de 5 horas e serão aplicadas na data provável de 19 de agosto, no turno da manhã. As provas serão aplicadas em todas as capitais do país.
Os locais e o horário de realização da prova objetiva e da prova discursiva serão publicados, em edital, no Diário Oficial da União e divulgados na Internet, no site http://www.cespe.unb.br/concursos/dpf_12_escrivao, site http://www.cespe.unb.br/concursos/dpf_12_delegado e http://www.cespe.unb.br/concursos/dpf_12_perito, na data provável de 9 de agosto.
A prova objetiva será composta de 120 itens para julgamento de certo ou errado. A prova discursiva será um texto narrativo, dissertativo e/ou descritivo, com no máximo 30 linhas, no caso de perito e escrivão. Para delegado, serão 3 questões dissertativas e elaboração de peça profissional.
Para delegado, as disciplinas a serem cobradas são direito constitucional, direito administrativo, direito penal, direito processual penal, criminologia, direito civil, direito processual civil, direito previdenciário, direito financeiro e tributário, direito internacional público e direito empresarial.
Para escrivão, as matérias são língua portuguesa, noções de informática, atualidades, raciocínio lógico, noções de administração, noções de direito penal, noções de direito processual penal, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, legislação especial e noções de arquivologia.
Para perito, as disciplinas são de língua portuguesa, noções de informática, atualidades, raciocínio lógico, noções de direito penal, noções de direito processual penal, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional e legislação especial.
Os exames de aptidão física para todos os cargos estão previstos para serem aplicado nos dias 13 e 14 de outubro e serão constituídos de teste de barra fixa, teste de impulsão horizontal, teste de corrida de 12 minutos e teste de natação de 50 metros.
No caso do escrivão, a prova prática de digitação terá a duração de 10 minutos e consistirá de digitação de um texto predefinido de aproximadamente 2 mil caracteres. A data prevista é 24 de novembro.
Para perito e delegado, para a avaliação de títulos, o período de entrega da documentação será na data provável de 3 e 4 de dezembro.
No caso do delegado, a prova oral será nos dias 24, 25 e 26 de novembro.
O curso de formação profissional será realizado na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, em regime de internato, exigindo-se do aluno tempo integral com frequência obrigatória e dedicação exclusiva, no período provável de 4 de fevereiro a 21 de junho de 2013, das 7h30 de segunda-feira às 18h de sábado.
O resultado final na prova objetiva e o resultado provisório na prova discursiva serão publicados, em edital, na data provável de 10 de setembro.
O concurso terá como prazo de validade 30 dias, prorrogáveis uma única vez por igual período, contados a partir da data de publicação da portaria de homologação do resultado final do Curso de Formação Profissional.
Últimos concursos
O último concurso da Polícia Federal foi realizado em 2009, para agente e escrivão, e também foi organizado pelo Cespe/UnB. O concurso recebeu 114.738 inscrições. O cargo de agente recebeu 63.294 inscrições para 200 vagas (316,47 por vaga); e o de escrivão, 51.444 para 400 vagas (128,61 por vaga).
Está em andamento o concurso para 500 vagas de agente e 100 de papiloscopista. O concurso recebeu o total de 119.078 inscrições para 600 vagas. Para as 100 vagas de papiloscopista se inscreveram 11.279 candidatos (112,79 por vaga). Para 500 oportunidades de agente foram 107.799 inscritos (215,80 por vaga). De acordo com o cronograma da PF, o início dos cursos de formação deverá ser em julho/agosto para os cargos de agente e papiloscopista. A nomeação está prevista para dezembro de 2012/janeiro de 2013.
Para perito e delegado, os últimos concursos foram realizados em 2004, também pelo Cespe/UnB. Para delegado, se inscreveram 55.539 candidatos para 607 vagas. Para perito, foram 51.959 para 506 vagas. Já para escrivão, em 2009, foram 51.444 concorrentes para 400 vagas.
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